quinta-feira, 22 de outubro de 2009

HAJA LUZ - CAPÍTULO CINCO - AMIGOS DA LUZ




HAJA LUZ - CAPÍTULO CINCO - AMIGOS DA LUZ


Algumas vezes não compreendemos as muitas maneiras nas quais nosso Deus age.
Talvez, não consigamos perceber sua multiforme graça por um simples motivo - Não paramos o suficiente em Sua presença, a ponto de perceber os detalhes de seu comportamento.

Tantos compromissos atolam nosso coração, nossos corpos, e preenchem todos os horários de nosso dia, TODOS OS DIAS, que simplesmente esquecemos do quanto precisamos da presença do Pai. Afinal, quem mais poderia nos ensinar a viver neste mundo tão cruel e sombrio? Quem mais poderia nos dar descanso nos dias em que nossa alma parece desfalecer? Quem mais escolheria largar a glória dos céus, para sofrer e ser injustiçado nesse mundo que nega o seu próprio Criador? Somente o Senhor! Somente nosso Pai, se importa tanto com nossas almas. Por isso, podemos dizer como o salmista: "Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me alegrarei." (Sl. 63:07).

Sim, nós podemos nos alegrar nos dias em que mais precisamos de ajuda. Naqueles dias tristes e solitários, naqueles dias onde todos parecem desejar a destruição de nossas almas, naqueles dias onde nossa força é pequena, naqueles dias em que nós pensamos que não aguentaremos o menor ataque no inimigo, nesses dias de tristeza e dor, podemos nos alegrar, pois se buscarmos a Deus ainda nesses dias difíceis, veremos como o salmista, nossas vidas seguramente guardadas debaixo das asas do nosso Pai.

Quando paramos diante do Senhor, dia após dia, percebemos que seu cuidado conosco é constante. E que sua disposição para nos ajudar não depende do tamanho do nosso problema. Cativamos a amizade de Deus, e somos cativados por Ele. A ponto de sermos chamados não apenas servos, mas sim, amigos! "Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer." (Jo. 15:15). Que verdade gloriosa, quandos nos dispomos a andar todos os dias com Jesus, nos tornamos amigos de Deus. Conhecedores dos segredos do coração de Deus. Privilégio que somente os amigos podem ter.

Como todos nós sabemos, a amizade é algo construído com a convivência, com a troca constante de experiências, informações, segredos, confidências, entre tantas outras coisas. Dia após dia, mesmo que não sejam todos os dias seguidos, a convivência vai ser tornando confiança, e quando menos se espera, os corações em questão são cativados um pelo outro, e aquela pessoa se torna única entre milhões de outras pessoas. Assim nasce uma amizade. E assim deve nascer a amizade do homem com Deus, baseada na intimidade de quem convive. A intimidade é base de todo relacionamento forte, confiante e cheio de amor.

O capítulo dois do livro de Gênesis, relata o início da amizade entre Deus e o homem. O criador de tudo, deu a Adão o privilégio de nomear tudo o que existe na Terra (v.19). Após soprar vida nas narinas de Adão, criar o Jardim, a alertar o homem sobre as árvores da vida e do conhecimento do bem e do mal, Deus concedeu a Adão o privilégio de nomear tudo aquilo que Ele mesmo havia criado. Somente o amor é capaz de abrir mão daquilo que é seu por direito. Sejam nas coisas pequenas, ou nas coisas grandiosas, somente o amor é capaz de abdicar. E Deus num gesto extremamente paternal, concedeu a Adão, o seu próprio direito de nomear suas obras. Foi como se Deus dissesse: "Meu filho, tudo o que eu fiz é seu, escolha nomes para cada ser vivente, seja criativo como Eu, o seu Pai, sou criativo. Venha, vamos brincar de definir a história da humanidade. Eu te amo demais para não te deixar escolher. Se eu simplesmente te entregasse tudo pronto e já nomeado, eu perderia a chance de ver a felicidade estampada no seu olhar, perderia a chance de me divertir com você, meu filho." E assim Deus fez.

E a amizade entre Deus e Adão foi nascendo, crescendo e se fortalecendo. Havia intimidade entre eles, havia amor entre Deus e o homem. Enquanto nomeava os seres viventes do nosso planeta, Adão percebeu que para ele, não havia uma ajudadora. No gado, na selva, entre os animais domésticos, répteis, aves e animais marinhos, haviam casais, macho e fêmea, possiblitando a perpetuação da espécie. Mas para Adão, não. Para Adão não havia uma fêmea. Adão provavelmente sentiu-se só ao perceber que na imensidão de seu planeta recém nomeado, não havia alguém que lhe completasse, que lhe fizesse sentir ajudado e amparado. Sim, em algum momento da sua vida você se sentiu assim, mas falaremos disso adiante. Pois neste episódio percebemos mais uma vez, de forma clara e apaixonada, Deus ajudando seu amigo Adão. Muito antes que Adão percebesse sua solidão, Deus já havia lhe prometido uma esposa. Antes mesmo que o homem pudesse pedir, Deus já havia decidido abençoar, suprindo a necessidade do seu filho, do seu amigo querido, Adão. (ver versículos 18-22).

Deus não apenas criou alguém para acompanhar e ajudar Adão, Deus criou alguém que pudesse completar Adão. Se você tem um amigo, certamente entenderá o que Deus fez quando criou Eva. Deus não quis apenas agradar, Deus não quis apenas satisfazer, Deus quis ser especial, Deus resolveu surpreender, Deus foi mais uma vez, detalhista e perfeito. Não bastaria para Deus criar uma esposa a Adão a partir do barro, Deus a criou a partir de uma costela de Adão. Se o seu grande amigo Adão precisava de uma fêmea assim como todas as outras criaturas, Deus quis tornar aquilo mais especial. Então, colocando Adão em um profundo sono, o Criador, antes que houvesse medicina, anestesia e grandes nomes da cirurgia, tirou uma costela de Adão e preencheu-a com carne, e a partir de uma costela, Deus criou a mulher. Do nada, por obra de Deus, tudo veio a existir. Do barro, por obra de Deus, o homem passou a existir. De uma costela, por obra de Deus, a mulher passou a existir (v. 21-22). Não como as outras fêmeas que Adão viu, pois a sua ajudadora era especial, ela era parte dele, a mulher não somente nasceu para ajudar o homem, mas para completá-lo, como um lembrete do Senhor: "Não é bom para o homem que viva só". A mulher veio para Adão, mostrando para ele, que ele era muito mais especial do que qualquer outra criatura deste planeta, pois Deus lhe deu alguém a quem ele pudesse dizer, eu sou um contigo. Deus revelou a Adão, o mistério do amor. Que coisa maravilhosa, Deus estava mostrando para Adão que Ele poderia confiar totalmente nEle, pois nada era complicado demais que Ele não pudesse resolver. Nada era absurdamente tudo o que Deus precisava para resolver qualquer coisa. E Adão, dia após dia, via Deus operar maravilhas inacreditáveis somente por lhe amar. Uma amizade incrível se fortalecia a cada dia. Promessas lhe eram feitas antes que ele pudesse precisar, surpresas eram-lhe feitas somente por amor, o mais puro e sincero amor.

Será que nós podemos ser como Adão no princípio da humanidade? Será que podemos experimentar tamanha intimidade com Deus? A resposta é: Sim, nós podemos.
Como poderemos alcançar tamanha intimidade?
Será que Deus gostaria de lançar sua Luz sobre sua vida? Será que Ele te amaria mesmo que Ele encontrasse sujeira e morte dentro de você?
A resposta você encontra no próximo capítulo.

domingo, 18 de outubro de 2009

HAJA LUZ - CAPÍTULO QUATRO - A BONDADE DAQUELE QUE É A LUZ




HAJA LUZ - CAPÍTULO QUATRO
A BONDADE DAQUELE QUE É A LUZ

Em julho de 2009, eu descobri que tinha uma pedra no rim. Pouco antes de fazer uma viagem de férias pra Maceió, meu lugar preferido no mundo inteiro. Como não era nada muito grave, apesar da pedra ser consideravelmente grande, o médico me liberou pra viajar, e assim eu fui. E quando voltei, já que não estava pior, não terminei o tratamento... Um grande erro que os jovens como eu comentem.
Voltei ao trabalho normalmente, e intensifiquei minhas atividades na igreja, eu não dormia mais que 3 horas por dia, todos os dias. E assim, me alimentando mal, trabalhando muito, me desgastando muito, fiquei com uma pneumonia muito forte. Que não consegui controlar em casa com remédios, então, voltei ao médico, refiz todos os exames, e contei que senti muita dor no rim. Fiz mais uma bateria de exames, e foi constatado que aquela pedra que eu tinha, ganhou duas novas vizinhas, e que as três juntas estavam machucando meu rim. Sendo que a maior delas, desceu para o uretér, canal que liga o rim à bexiga. Sendo assim, fui informado que eu não voltaria para casa naquele dia, pois ficaria internado a partir daquele momento, para controlar a pneumonia e ser submetido à uma operação onde colocaria um catéter no meu uretér, abrindo espaço para uma cirurgia posterior, onde retirariam as pedras com um aparelho a laser.
Ali eu fiquei naquela noite, minha mãe passou o dia no hospital comigo, até que meu pai chegou com minhas tias, e minha mãe levou-as para nossa casa, e somente meu pai ficou comigo, até que o plano de saúde liberou minha internação e eu pude subir para meu quarto.
Logo após meu pai se despedir de mim, eu me ajoelhei naquele quarto de hospital e consagrei todo aquele lugar ao Senhor, como também todos os dias em que eu precisasse ficar ali. E pedi que Deus me desse forças para aguentar bem cada um daqueles dias que eu não saberia quantos seriam ao certo.
E Deus foi muito fiel a mim. Passei todos os meus dias naquele lugar com um largo e sincero sorriso no meu rosto. Estar ali internado não me entristecia, pelo contrário, eu via como férias adiantadas (não consigo conter o sorriso ao lembrar disso), e todos que iam me visitar saiam contagiados por essa alegria divina que transbordava em mim. Até mesmo a equipe hospitalar comentava sobre minha alegria em estar ali. Mas nós, os filhos da Luz, sabemos de onde veio essa estranha alegria, capaz de empolgar um doente num quarto de hospital, fazendo com que enfermeiros e médicos estranhem o brilho alegre no olhar. "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, pois Tu estás comigo..."(Sl. 23.4).
Na manhã da sexta-feira, fui submetido à operação, e voltei para meu quarto ainda desacordado, sob os efeitos da anestesia, e conforme fui acordando, fui me desesperando silenciosamente pois não sentia nada do meu corpo, estava completamente paralisado. Sensação que passou bem rápido, mas demorou o suficiente para colocar milhões questionamentos nesta mente criativa que vos escreve. (Não posso mentir, a sensação era ruim demais).
Passado o efeito alucinógeno daquela anestesia esquisita, vomitei e comecei a perceber que meu corpo já não reagia tão bem quanto antes, e a partir dali, comecei a sentir muita dor. Cada vez que eu ia ao banheiro era como ir ao matadouro. A mínima vontade de urinar já me fazia chorar, pois eu sabia a dor que viria.
Eu sentia dores tão fortes que já não conseguia controlar meu próprio corpo. Do meu rim ao meu pênis, uma dor alucinante me fazia tremer. Era tanta dor, de uma forma tão surreal, que eu já estava urinando sentado, pois sabia que me defecaria de tanta dor. E assim foi de sexta à domingo. Meu corpo tremia, minhas mãos se espremiam em minha roupa, crises de vômito vinham. Eu nunca senti tanta dor assim. E em meio a tanta dor, Deus falou comigo.
Sentado no vaso, enquanto me defecava involuntáriamente por causa daquela imensa dor, Deus falou bem claro ao meu ouvido:
-Filho, você ainda acredita na minha bondade? Você ainda crê que eu sou um Deus bom e zeloso para com os meus filhos? Filho, vc confia que eu sou bom mesmo agora? Vc confia na minha bondade mesmo que vc esteja passando mal, operado, com pedras no seu corpo, sozinho, enfermo, internado num quarto de hospital, longe de todo mundo que vc gosta, sem nem um abraço pra te consolar nessa hora de dor? Vc ainda acredita que eu sou bom mesmo que se defeque de tanta dor? Mesmo que vomite de tanta dor no seu corpo? Você ainda me vê como um Deus bom?
E em meio às lágrimas, eu respondi:
-Sim Senhor! Eu confio na sua bondade mesmo agora.
E toda vez q eu ia no banheiro, e a dor pra mijar era tão forte, eu dizia em voz alta:
"Glória a Deus... eu não vou murmurar. O inimigo não vai me vencer por causa dessa dor. Eu não vou desanimar. Não vou."

E na manhã de domingo, eu percebi que a dor passou. E eu glorifiquei tanto a Deus por sua bondade. Por seu cuidado real em minha vida. Imediatamente, escrevi o texto que você pode ler a seguir, sobre a bondade do Senhor. E naquele mesmo dia, eu recebi alta, e voltei para minha casa, onde estou escrevendo agora.

Deus é bom!



Salmos 23:6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.
Salmos 118:29 Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

Deus é bom, e sua bondade dura para sempre.
Deus é bom mesmo quando sentimos dor, Deus é bom mesmo quando não conseguimos o que queremos. Deus é extremamente bom, mesmo quando as circunstâncias nos dizem o contrário.
A bíblia nunca nos disse que estaríamos livres da dor, do medo, da morte, do dia mau. Pelo contrário, as histórias bíblicas são repletas de vida. Sim, vida real, com dores, aflições, medos, vontade de desistir, algumas vezes, até a vontade de morrer. Mas em todos esses casos, a bíblia também mostra que os servos de Deus têm algo que o mundo não pode compreender. A presença do Deus que é vivo e poderoso.
Tudo pode estar ruim ao redor, mas com Deus, quando o Espírito Santo chega, toda a opressão exterior perde a força, pois nada é maior ou mais forte do que o amor de Deus. Nada é mais intenso do que a paz que a Sua presença nos traz.
Deus é bom, a sua bondade dura para sempre.
Deus é bom, e quando somos atacados pelas adversidades, sua bondade permanece real. Sua presença acalenta a alma daqueles que sofrem. Seus braços fortes sustentam a mais abatida alma. Seu olhar doce e suave traz paz à alma mais angustiada e aflita.
Nada ao redor precisa mudar para que a bondade de Deus se mostre real e suficiente.
Nossa esperança é a palavra de Jesus, que nos garante vitória. Que nos oferece um bom ânimo nos dias de aflição. A palavra de Deus não nos ilude com uma falsa promessa de que estaríamos livres dos problemas. Mas nos conforta com a certeza de que Ele é bem maior do que qualquer tribulação. Nem mesmo a morte pode nos separar do amor de Deus. Nem mesmo as forças do império das trevas podem nos derrotar.
A dor mais forte não será eterna. Mesmo que a dor mate a nossa carne, quando temos a certeza de que Deus é o dono das nossas almas, podemos crer que nossa vitória eterna nos será entregue pelas mãos do próprio Senhor, nos céus.
Deus é bom, e muitas vezes sua bondade só se revela em meio a nossa dor.
Só os doentes podem experimentar os cuidados do médico dos médicos.
Só os corações quebrados podem sentir o amor divino consertando seus pedaços.
Somente as almas mais tristes e solitárias podem compreender o que é ser restaurado pelo amor de Deus.
Deus é bom, mesmo que nossas forças se acabem, mesmo que tudo pareça estar desmoronando. Nada muda a realidade de que Deus é perfeitamente bom.
Deus é bom, mesmo quando não percebemos sua bondade.
Deus é bom, e por mais que as tristezas deste mundo apavorante tentem nos impedir de ver sua perfeita bondade, nós, os filhos de Deus, os amigos do Senhor, podemos ver sua infinita bondade, mesmo que o mar se revolte, mesmo que a dor dilacere nossa alma, a qualquer momento, em qualquer circunstância, nós podemos declarar com extrema certeza:




- DEUS É BOM!