domingo, 14 de novembro de 2010

A eternidade passou pra minha princesinha

Minha Princesinha...

14/11/2010.
Escrevo no exato momento em que a dor dilacera minha alma.
Minha princesinha Phoebe Fallangie Buffay, uma linda Dog Alemã, arlequim, de 08 anos, foi tragada pelos braços da morte.

Há oito anos escolhemos a Phoebe como nossa nova filha. Aqui em casa nossos bichos são como família mesmo, são parte de nós, de nossa rotina, de nosso grande amor dedicado. E em abril de 2002 escolhemos a Phoebe entre outros 13 filhotinhos na casa do meu tio Riston.
Ela era a maior de todos eles, a mais bonita e a mais esperta. Logo vi que seu nome seria Phoebe, como a espivitada personagem do seriado Friends.
Ela cresceu, ficou tão grande quanto um cavalo jovem. Se tornou juntamente com a Feia, a princesa mais velha, a alegria da casa. E por oito anos, tivemos a sorte de viver com nossa bichinha.
Seus olhinhos sempre intensos, pareciam falar o que sua boca canina não era capaz de pronunciar. Seu jeito passional era a coisa mais linda do mundo. Qualquer viagem que fizessemos, fazia Phoebe adoecer de saudades, ou de raiva por tê-la deixado... ela era muito apegada a cada um de nós.

Mas os anos foram se passando. E cada ano era um aviso de que a característica principal da raça dela não tardaria em demonstrar-se real: UM CÃO DOG ALEMÃO VIVE APENAS ENTRE 08 E 12 ANOS. Cada ano era como um novo punhal em meu peito, avisando que mais um ano tinha se passado...

No final, do início deste ano pra ca, minha princesinha ficou tão frágil, tão magra, tão doente... Ai meu Deus... Tá sendo um ano difícil demais. Seus oito anos lhe custaram a vida. Toda sua alegria excessiva de um ano pra cá, se tornou numa difícil velhice. A idade não foi gentil com minha princesinha. Muito pelo contrário, a idade lhe trouxe doenças hereditárias, como a tal sarna demodécica, que roubou todos os seus lindos pêlos, e grande parte de sua pele rosada. Além de ter-lhe roubado a alegria, a disposição, e agora, por último, o hapetite.

Só Deus sabe como meu coração está em pedaços enquanto escrevo sobre um dos meus tesouros. Minha família, incluindo a Phoebe e a Feia, são o meu maior bem nesta vida. Nada se compara ao amor que sinto por cada um deles. E nada nesta vida, nada, absolutamente nada, pode explicar o que eu sinto ao perder um membro de nossa família. Nada que se faça é capaz de amenizar a dor que eu estou sentindo.

Nunca mais poderei gritar: "Phoebe, vem comer pãozinho neném..."
Nunca mais terei sua cabeça quase do tamanho da minha, se enfiando entre minhas pernas pra me fazer carinho e pedir carinho...
Nunca mais poderei abraçar aquele pescoção longo, lindo, beijando seu rostinho, dizendo o quanto eu a amo.
Nunca mais. Tudo o que tenho hoje, é o nunca mais. Nunca mais chamarei seu nome e virei seu lindo corpinho de cavalo vindo em minha direção. Oh Deus... É muita dor... É muito difícil querer ir ao quintal sabendo que não a verei. É muito difícil fechar os olhos sem que um filme passe pela minha cabeça, desde o primeiro momento em que a escolhemos (ou talvez, em que tenhamos sido escolhidos por ela, no momento em que ela foi a mais bagunceira dos 14 filhotinhos). É muito difícil imaginar como a Feia vai viver sem a filha adotiva dela. É dilacerante pensar que a Feia pode adoecer de saudades, e morrer.

É impossível conseguir dizer adeus.

Dói pensar que acabou assim. Tão cedo. Tão dolorosamente.

Ontem, quando cheguei de um trabalho que fiz, tive certeza de que seria a ultima vez que eu e ela estaríamos ali juntos. Fui até seu cantinho, percebi que pela primeira vez em oito anos, ela já não conseguia ficar em pé... e ainda assim ela tentava, me olhando com aquele olhinho de medo. Agarrei seu pescoço aos prantos, implorando para que Deus fizesse aquilo passar. E ali eu fiquei com ela. Apavorado por saber que era nosso último abraço...

Tentei dar comida pra ela... ela não quis... Dei o suplemento vitamínico que a doutora receitou... ela bebeu forçada pela pressão da seringa. Ela me olhava como quem estivesse com muito medo. E Deus dizia em meu coração que hoje o espírito da morte passaria em nossa casa. Algo apavorante, sinistro, triste e cruel se instalou em mim... E eu não poderia ficar ao lado dela, pois sabia que não aguentaria vê-la morrer... Foi como morrer um pouquinho, deixar ela ali. Na verdade, foi exatamente o que aconteceu. Parte de mim morreu ali, ontem, vendo minha preciosa princesinha se despedir de mim.

Me tranquei em meu quarto, com a certeza de que ali do lado, a morte esperava o momento certo para devolver a Deus, a minha bichinha. Orei, gritei, chorei... Adormeci aos prantos. E acordei com a noticia: "A Phoebe está morrendo!"
Fiquei em estado de choque. Saí do meu quarto, vi meu pai ao lado dela, vi a Phoebe tremendo no chão lutando pra respirar. QUE VONTADE DE GRITAR! QUE VONTADE DE PARAR O MUNDO PRA SALVAR MINHA CACHORRINHA!
Meu pai nos deu uma ordem para que saíssemos dali, enquanto ele acariciava nossa princesinha, acompanhando ela em seus ultimos suspiros. Só de saber que ela não estava sozinha naquele pavor, algo se aquietou em mim. Mas ainda doía muito. Principalmente por saber que não teríamos outra escolha: tínhamos que chamar a veterinária para fazer a eutanásia.

MEU DEUS!!! Quando em minha vida eu imaginei que chamaria alguem para acabar com o sofrimento da Phoebinha adiantando sua morte.

A doutora chegou, perguntamos desesperados, aos prantos, se ela poderia salvar a Phoebe. Mas ela disse que ela ja estava com o sistema neurológico altamente prejudicado, que a partir dali, seria convulsão atrás de convulsão, fora o sufocamento que já estava lhe consumindo. Aplicar a injeção era a nossa última chance de demonstrar amor. E assim foi feito. Em silêncio a doutora entrou, e em silêncio ela saiu... Nossa dor era grande demais para que algo fosse dito.

Agora estou aqui. Com meu coração perto de um colapso. Já tomei calmante, mas não ajudou. Somente o Espírito Santo pode agora amenizar a minha dor. Preciso cuidar da Feia, preciso estar forte para aguentar a idéia de que a Feia, apesar de ser vira-lata (que vive muitos anos), também está muito velha. Preciso entender que essas coisas acontecem. E me consolar por saber que um dia, até mesmo eu irei para os braços do Senhor.

Minha princesinha se foi. E tudo o que me resta é amar a Feia e o Marley. Até que a eternidade passe para eles também.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Flores, cores e esteira-elétrica



HAJA LUZ
Quem apagou a Luz???


Flores, cores e Esteira-elétrica


Eu queria escrever um grande texto. Impactante o suficiente para considerá-lo bom. Mas sou exigente demais com aquilo que leio, e simplesmente não sei como começar um texto bom assim hoje.

Desde a última viagem a Maceió, tanta coisa mudou. Tudo muda tão rápido em minha vida que, as vezes, me perco nos processos que Deus me permite passar.

É como se eu estivesse caminhando numa esteira-elétrica, suspensa no ar, onde, a todo instante alteram a velocidade para muito mais, ou muito menos, mas jamais, constante. E, de repente, nas correrias e lentidões, me puxassem a esteira que apesar de inconstante, me servia de apoio; fazendo-me descobrir os horrores da queda-livre.

Avaliar especificamente dois meses da minha vida, Junho e Julho de 2010, me trás inspiração literária suficiente para redigir um livro, de texto ágil, imprevisível e surpreendente.

Em Maceió, fui curado das dores insuportáveis que eu sentia nos meus dois rins. Um milagre se estabeleceu em meu corpo, e já não há mais dor. Deus curou a causa da dor. De lá, voltei renovado, feliz, disposto a ver cores e flores por todo o tempo em que eu vivesse a partir dali. Mas não foi bem assim... O diabo pisou em minhas flores, jogou cinza em minhas cores. Ah! Após a cura, minha alma experimentou dores.

Uma perseguição diabólica e brutal se iniciou a meu respeito no meu trabalho. Aos 23 anos, me tornei oi coordenador de contrato mais jovem da empresa. Fui elevado de auxiliar à chefe. Fui nomeado a um cargo que muitos pensavam que iriam receber, por motivos que eu ainda desconheço. E, sem que eu pudesse recusar, (depois de sair do hospital em Dezembro de 2009), fui nomeado coordenador em janeiro de 2010, alavancando meu salário a cifras duas vezes maiores que o salário no cargo de auxiliar. De uma hora pra outra, me afastei doente, e quando voltei, voltei promovido. Mas igualmente de uma hora pra outra, me tornei o alvo dos planos dos perversos, alvo da inveja alheia.

Não tenho receio algum de dizer que, quando fui nomeado ao cargo, peguei o pior contrato da empresa, o mais problematicamente burocrático, com os funcionários mais insatisfeitos. E, ainda assim, abracei a oportunidade e dei duro para que os resultados melhorassem. Diminuí o atraso dos pagamentos, organizei os sistemas de devoluções, criei sistemas de comprovação de entrega para casos extremos, e principalmente, cativei o respeito de todos na empresa para qual prestávamos serviço. Em seis meses, fiz o que ninguém foi capaz de fazer em mais de um ano. Trabalhei pesado por resultados otimistas, suei para plantar flores naquele serviço tão complicado... E o diabo viu isso. Ah! Como eu odeio esse derrotado maldito! O meu inimigo encontrou brechas naqueles que deveriam ser meus amigos, e, infiltrado em várias vidas na sede da empresa para qual trabalho, este derrotado cheio de inveja colocou suas patas imundas no meu trabalho.

Só agora me dou conta de que confiei mais nos meus próprios braços do que na provisão do Senhor. Não vigiei meus celeiros, por considerar minha cidade forte demais. Confesso, eu facilitei a entrada deste ladrão maldito.

Pelas minhas costas, meu bom serviço era boicotado, atrasos nos prazos eram forjados, faltas inventadas, um plano digno de novelas foi tramado enquanto eu dava o melhor de mim (confiando demais na força dos meus braços).

E assim, depois de voltar tão feliz e curado de Maceió, em menos de um mês, minha vida virou de pernas pro ar.

No dia 26/07/2010 uma reunião foi marcada com o meu pai, com ordens de que eu não fosse junto, para que eu fosse informado através de recado, sobre meu desligamento da empresa. Os motivos? Citarei alguns: Incompetência, prejuízo, numero de faltas maior que numero de presenças, péssimos resultados, imaturidade, entre outros do mesmo estilo.

Tudo o que eu fiz virou lixo. Só restaram as mentiras nas quais fui envolvido. E um rombo na minha alma.
Uma das minhas tias que trabalhava no contrato em que meu pai é coordenador foi demitida para que eu não ficasse sem emprego. Uma das pessoas que mais amo no mundo, foi demitida no meu lugar. Isso doeu muito. Doeu mais do que as injurias. Eu nunca fui competitivo, nunca participei de nada que eu precisasse competir com alguém que amo. E agora, sem querer, ganhei uma competição de vaga de emprego, na qual meu próprio sangue foi prejudicado por minha causa... Ah! Como isso doeu.

De chefe, fui rebaixado ao cargo de “ajudante de auxiliar de coordenador de contrato”. Meu salário foi reduzido à 1/3 do que era. Valor menor do que era antes da tal promoção. Minha tia perdeu o emprego, e eu perdi mais da metade do meu salário, e inevitavelmente, perdi a alegria.

Sabe aqueles filmes de guerra em que o guerreiro vê sua linda cidade devastada pela destruição do inimigo? Foi assim que eu me senti.

Não satisfeitos com as alterações na velocidade da esteira-elétrica da minha vida, meus inimigos retiraram-na de debaixo dos meus pés, me fazendo cair, entregue ao desespero da dor, do fracasso, da humilhação, das mentiras, da inveja...

O diabo pisou em minhas flores, jogou cinza em minhas cores... Ah! Minha alma sentiu dores...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Consolai... Consolai



Consolai... Consolai...
Quem se importa quando a gente sofre?

"Ec. 4: 1-3 1- Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos. 2- Pelo que tenho por mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem; 3 porém mais que uns e outros tenho por feliz aquele que ainda não nasceu e não viu as más obras que se fazem debaixo do sol."

Salomão estava indignado. Seus olhos contemplavam ha milhares de anos atrás algo que lhe trazia uma inquietação à alma. Os justos eram mal tratados. Os maus não eram castigados. Não havia justiça. Não havia quem se importasse, não havia um consolador.

Certamente a tristeza bateu-lhe à porta do coração. Prova disso é a grande carga emocional que suas palavras trazem nos três primeiros versículos do capítulo quatro do livro de Eclesiastes. Para ele, a morte era melhor do que a vida. Não nascer era ainda melhor do que morrer. Existir em seu tempo, era aos seus olhos, o mesmo que um castigo. E no caso dos que sofriam sem razão, um castigo sem culpa. Uma condenação sem fundamentos. Existir, nascer, era estar condenado a viver sem alguém que pudesse intervir no sofrimento dos oprimidos. Era estar disposto a viver em lágrimas. Por isso, melhor seria estar morto. Melhor ainda, seria não ter nascido. Há um drama real em suas palavras.

O tempo passou, e a mesma cena tornou-se contemporânea. Justos sofrem nas mãos dos impios. A impiedade prevalece sobre a bondade. Vimos em nossas aulas de história, povos sendo subjugados, nações sendo tratadas como lixo, crianças escravizadas porque nasceram negras, mães condenadas a verem seus filhos vendidos aos estrangeiros que os tratavam como animais sem sentimentos. Brancos que se julgavam superiores, queusavam seu poder financeiro para tratar os negros como cães.

Vimos um único homem matar milhares de judeus inocentes, acabando com a vida de inúmeras famílias, destruindo pra sempre o coração de quem ficou condenado a sobreviver. Vimos países entrarem em guerra por seus motivos políticos imbecís, matando milhares de crianças, idosos, familias inteiras. Vimos a guerra acabar, e as minas plantadas por covardes que se diziam homens, mutilar pessoas que tinham toda uma vida pela frente.

Ainda hoje, a cada dia vemos notícias piores. Pais que jogam seus filhos pela janela, filhos que matam seus pais enquanto eles dormem, netos que matam seus avós a marteladas, jovens que arrastam uma criança inocente por 6 quilômetros presa a um cinto de segurança, tendo seu pequeno cérebro estourado em meio ao asfalto. Infelizmente ainda vemos a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos.

Em muitos casos, nós não apenas VEMOS, mas SOMOS VISTOS. Pois não estamos livres da violência, vivemos cada dia expostos a maldade dos loucos que saboreiam o sofrimento alheio. Somos abusados em nossas emoções, violentados em nossos corpos, roubados, mal tratados, ignorados enquanto seres pensantes com sentimentos reais.

Onde está o consolo?

Ao ler IISm. 13:1-20, vemos a história de Tamar e Amnom. Onde Amnom, filho do Rei Davi, possuido por uma paixão doentia por sua meia-irmã Tamar, segue o conselho tenebroso de seu primo e amigo Jonadabe para enganar seu pai, induzindo-o a ordenar que Tamar fosse até sua recâmara, dar-lhe de comer algo preparado por ela mesma diante dos olhos de Amnom, fingindo-se de doente. E assim foi feito, Tamar, enganada pela inocência de seu pai, o Rei Davi, foi até os aposentos de Amnom e fez-lhe dois bolos diante de seus olhos, e quando deu-lhe de comer, acreditando que ele estava seriamente adoentado, viu seu irmão expulsar todos os outros do local, e assim, foi forçada a deitar-se com seu irmão, sendo brutalmente estuprada. Enganada por sua própria família.

Amnom, após conseguir seu tão desejado ato sexual, teve nojo de Tamar, nojo maior do que o amor que um dia sentiu por ela, e justamente por este nojo, expulsou-a de sua recâmara, lançado Tamar fora, batendo-lhe a porta por detrás dela, forçando sua irmã a ser exposta a todo tipo de humilhação, pois suas vestes reais que lhe permitiam ser vista como uma donzela, filha do rei, virgem, havia sido rasgada. Tamar voltou em seu caminho com cinzas em sua cabeça, e panos de saco como vestes, humilhada e ferida, pra sempre.

Seu outro irmão ao saber do que aconteceu, ao invés de ajudá-la, aconselhou Tamar a não falar nada sobre o assunto, pois Amnom era seu irmão. E mesmo dois anos depois quando Absalão mata Amnom, vemos claramente que não foi para vingar a honra de sua irmã, mas para vingar o seu orgulho ferido de homem da casa.

Davi, o rei, o pai de Tamar, Amnom e Absalão, soube de todo o caso, e nada fez em favor de Tamar. Tamar passou o resto de seus dias, solitária e triste na casa de Absalão. Condenada a dor da tristeza, da solidão e da injustiça. Tamar não teve quem a consolasse.

Nós também somos abusados. Enganados por nossa própria família, feridos por nossa igreja, machucados por mãos que nunca imagináríamos. Feridos mortalmente por uma violência que só quem a sofre é capaz de entender. E, infelizmente, por muitas vezes nos calamos, silenciando a dor de um coração que precisa tanto desabafar. Em alguns casos, por imaginar que o inimigo é maior e mais poderoso. Em outros, por ter vivido uma decepção tão grande, que nos deixa sem reação. Mas é real, ainda hoje vivemos como Tamar, feridos, enganados, solitários e tristes. Vítimas da opressão. SEM NINGUÉM QUE NOS CONSOLE. Afinal, quem se importa quando nosso coração é ferido? Quem se importa quando alguém em quem confiávamos trái a nossa confiança? Quem se importa quando palavras não podem mudar a dor, e quando a boa intenção não é capaz de superar o trauma? Quem se importa a ponto de insistir até que haja a cura? Salomão tinha uma certeza a esse respeito: Não ha ninguém que os console!

Mas alguém viu tudo isso.

-Alguém viu cada vez que um negro foi vendido como escravo pelo simples fato de ter nascido negro.
-Alguém viu toda a dor que Hitler causou ao planeta Terra.
-Alguém viu o coração de quem chora até hoje morte do menino João Hélio, da pequena Isabela Nardoni, do casal Rischtofen, e tantos outros.
-Alguém viu a tristeza e a solidão de Tamar.
-Alguém viu o meu coração enquanto eu vivia em depressão.
-Alguém viu o seu coração, a cada vez que a dor bateu à sua porta.

Alguém se importou com a nossa dor, e resolveu intervir. Uma promessa foi feita, por aquele que nunca falhou:

Is. 40:1 "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus." Is. 53:4-5 "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."

A promessa de Deus nos trouxe uma resposta. Alguém viria mudar a história de sofrimento. Não apenas como um grande amigo que oferece seus braços acolhedores em momentos de dor. Mas como um Pai amoroso que dá a sua própria vida para poupar a de seu filho. Deus nos prometeu um consolador-salvador. Um consolador que entenderia nossa dor, e saberia exatamente o que fazer. Um salvador que nos amaria tanto, que não saberia viver caso não vivêssemos ao seu lado, um salvador tão apaixonado que iria até a morte para nos salvar.

Jo. 1: 1-2; 10-14 "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."

Nasce Jesus! Experimentando toda a dor que Salomão viu sobre a Terra. Jesus nasce num conexto de fuga, onde seus pais carnais saem da cidade para poupar a vida do filho de Deus. E cresce como um homem pobre, filho de marceneiro, que logo se torna um marceneiro também. Provavelmente experimentando todas as privações que só os pobrem conhecem. Nasceu um salvador que veio da riqueza dos céus, ser um pobre na Terra. Um consolador que sabe o que é ter muito e ter pouco, alguém com conhecimento de causa. Somente alguém assim se importaria com a dor de um pecador, com a cegueira de um mendigo, com o coração ferido de um jovem carioca.

O capítulo 4 de João conta a história da mulher de Samaria, uma mulher sofrida. Carente de alguém que lhe trouxesse consolo. Uma mulher que buscou no amor de homens a solução para a dor que mutilava seu peito, e não encontrou. Quatro maridos lhe roubaram a alegria, e naquele momento, havia um quinto homem que nem mesmo seu marido era. Era apenas mais uma tentativa de parar de sofrer, de acabar com a solidão.

Jesus decidiu encontrá-la. E na beira do poço de Jacó, esta mulher experimentou de uma água que não nascia de um simples poço, mas que a partir daquele encontro, jorraria de dentro dela mesma. Uma água com o poder de curar a ferida mais profunda. Uma água tão deliciosa, que nunca mais lhe permitiria sentir sede. Algo tão intenso, que fez ela largar seu cântaro ali mesmo, pois ela não precisava mais ir ao poço todos os dias buscar a companhia de alguém. Águas purificadoras jorravam de seu interior, e ela tinha uma certeza, o resto do mundo precisava conhecer estas águas,precisava conhecer este homem, JESUS CRISTO. Ela nunca mais foi a mesma!

No capítulo seguinte, vemos a história do homem no tanque de Betesda. Nos dias onde os Judeus festejavam todos juntos os seus costumes, Jesus preferiu estar com os oprimidos. Enquanto o mundo lá fora festejava, Jesus circulava entre os que gemiam de dor, entre os que fediam por suas feridas antigas. Jesus escolheu ver de perto a situação daqueles que não tinham mais esperança. Todos os anos, um anjo banhava-se nas águas do tanque, agintando-as, e o primeiro que descesse às águas depois deste evento, seria curado de qualquer enfermidade. Por isso, muitos doentes passavam seus dias ali, esperando o mover das águas, para que seu último suspiro de esperança tivesse sucesso.Jesus foi até eles, e lhes mostrou que a esperança que Ele traz, contraria até mesmo o impossível.

Ele curou um homem que estava doente ha 38 anos. E que durante todo esse tempo, esteve como Tamar, solitário e triste, visto que seu discurso para Cristo inclui uma declaração que deixa claro que ninguém se importava com ele o suficiente para apenas uma vez em sua vida colocá-lo nas águas antes de outros. Ele não tinha ninguém. Ha 38 anos era apenas ele e suas dores, externas e internas. Somente ele sabia o que era viver entre moribundos, sonhando com o impossível dia em que sua força seria reestabelecida, e seu coração perdoado. Sonhando... Sonhando tão alto, que tocou o coração de Jesus, que num belo sábado, contrariando as expectativas dos judeus, foi até lá e curou o paralítico, perdoando seus pecados, mudando eternamente a história daquela triste alma.

JESUS PENSOU EM NÓS!

Quem lê os evangelhos, percebe a cada capítulo, a paixão de Cristo pelos seres humanos. No princípio, Jesus estava com Deus na criação do mundo. Agora, Jesus estava no mundo ao qual criara. Intervindo pessoalmente na vida de seus filhos. Mesmo os filhos pecadores. Prostitutas eramperdoadas, ladrões eram destinados ao céu, cobradores de impostos fraudulentos eram tratados como dignos do amor de Deus, e nós, pessoas que só nasceriam mais de dois mil anos depois, éramos lembrados por Ele como alvo do seu amor eterno.

Se havia um preço a ser pago pela salvação de cada homem e mulher deste planeta, Jesus decidiu pagar este preço, se entregando na cruz por nossos pecados, cumprindo a promessa descrita em Isaías 53. Se todo pecador devia ser condenado à morte, Jesus fez-se como um de nós, e morreu no lugar de cada um nós, dando a mim e a você o direito de sermos chamados Filhos de Deus.

Mas após a Cruz, Jesus voltaria aos céus, até o grande dia em que Ele voltará para nos resgatar para si mesmo. E pensando em nós, que estaríamos aqui neste mundo apavorante, Jesus nos deixou algo que ele tinha de mais precioso, seu Espírito Santo, que nos acompanha até os dias de hoje, sendo, como Jesus mesmo disse ha dois mil anos, nosso Consolador, nosso melhor amigo.

Jo. 14: 16-18 "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós."

Salomão deixou um questionamento: quem há de nos consolar?

Jesus trouxe a resposta: O Espírito Santo! O Espírito Santo nos consolará para sempre!

Ele é o nosso consolador. Jesus agora vive em nós. E nós neste dia que chamamos de hoje, podemos desfrutar da promessa feita a Isaías. Da promessa feita por Jesus. O Espiríto Santo nos consolará. Suas águas fluirão em nosso interior adicionando vida à a nossa vida. Seu vento renovará nossas folhas nas estações mais tristes dessa vida. E por causa do Seu eterno amor, nós finalmente podemos viver em paz. Não mais solitários e tristes. Mas habitando em família, seguros nos braços do nosso amado Pai.

Há consolo para nós! Aleluia!


quinta-feira, 20 de maio de 2010

MEDO DA CORAGEM


Decidir ou desistir?

Será que desistir é a melhor opção?
Será que a tribulação que tanto nos assombra não é apenas uma tempestade de deserto?
Será que toda a dor e tormento na caminhada não foram planejados por Deus para alargar os nossos limites?

Decidir ou insistir?

E se Deus estiver mandando sinais de que Ele não tem parte com todo esse sofrimento?
E se na verdade for preciso largar tudo para entender o que Deus quer?
E se toda essa insistencia na verdade tiver sido um grande erro?
Será que vale a pena dar murros em ponta de faca, pra que haja a falsa sensação de valentia?


Se arriscar-se for uma atitude de coragem, ter medo de arriscar-se é então ter medo da coragem?

vale a pena ter coragem de se arriscar por algo que só dá sinais de que não vale a pena?

Até onde a coragem é aliada da honra?

Quem foi que disse que pra ser corajoso, precisa-se ser estupidamente inconsequente?

Medo da coragem... Certamente, todos nós temos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

À Luz de quem Ele é




As vezes começar um texto é muito mais difícil do que concluí-lo... E este não foi diferente. Por isso, comecei por onde realmente importava. Descrever a revelação que recebi sobre quem é Deus.

Jesus é o salvador! Por Ele, o véu do templo se rasgou e todos quanto querem, têm acesso livre a Deus. Todos têm o privilégio de se aproximar do famoso criador.

O Espírito Santo é o amigão! Ele convence o homem do pecado e do juízo (Jo. 16:8). Sua voz suave é mais forte que a própria voz da consciência. Quando Ele habita em nós, Ele é a nossa consciência. Ele é até os dias de hoje, Deus na Terra auxiliando o povo a quem Ele tanto ama. Meu sonho mais intenso é conhecer o Seu rosto.

Deus é o Pai! É o grande EU SOU. Jeová, o Deus de Israel. O autor da criação. A mente criativa por trás de tudo o que existe.

Jesus é amigável!

Todos os que O conheceram nos anos em que Ele decidiu viver como um de nós (Uau! Não consigo pensar nisso sem sentir o quanto Ele nos ama. É como um cartunista que poderia apagar a história e resolver o problema. Mas ao invés disso, resolveu se rebaixar de autor à personagem, de criador à criatura, para intervir pessoalmente na vida dos seus amados "filhos", ensinando-os, consertando-os com o toque real de suas próprias mãos, sentindo as mesmas emoções, sensações, desejos, dores, enfim, abrindo mão do poder de decidir de longe, para ensinar de perto que o seu amor é maior do que qualquer coisa. Jesus provou que seu amor é maior do que a vida, maior do que a distância entre a eternidade a vida passageira. Maior do que tudo!), todos o amaram.

Os que não amaram a Jesus simplesmente não O conheceram. Marta e Maria conheciam a Jesus. A decepção pela demora de Jesus em chegar até Lázaro (que não resistiu a algo e morreu), não era maior do que a certeza que elas tinham de quem Ele era, e do que o amor que elas sentiam por Ele (Jo. 11:1-45). Quem conhece a Jesus o ama. E quem O ama, não o abandona por ter sido contrariado. Quem conhece a Jesus conhece a expressão do amor. Se apaixona por Ele. Faz questão dEle em tudo. De casamentos a velórios. Jesus era querido pelas crianças. Até os que viviam à margem da sociedade (normalmente excluídos, rejeitados, com complexos muito fortes e senso de valor muito baixo), confiavam em seu amor e bondade. Jesus preenchia o lugar com seu jeito cativante. Como eu queria tÊ-lo conhecido pessoalmente nesses dias.

Logo depois de Jesus, outro representante da Trindade Divina veio à Terra. E ainda está conosco. O ESPÍRITO SANTO.

Ele não é visível aos olhos, mas é visível ao coração. É como o vento, é real, é perceptível, é agradável, mas não tem uma forma humanamente explicável. Ele é visto pela fé. Mas é altamente perceptível. Quando o Espírito Santo chega, o ambiente muda. A paz se instala mesmo no meio da guerra. Porque a obra que Ele faz no homem não é feita nessa casca que nós chamamos de corpo. Não, não. Ele age onde realmente importa, Ele age no coração, Ele age na mente. sua força age do lado de dentro. Nisto sua obra é refletida por fora, moldando em secreto aquilo que a humanidade pode ver.

O Espírito Santo traz com Ele um batismo, um revestimento inexplicável. Faz o corpo humano falar em línguas que só a alma entende. Ele nos leva a uma outra dimensão, nos leva a conhecer Jesus e toda a sua obra salvívica. Ele nos ampara, nos abraça. Eu nunca recebi um abraço tão gostoso quanto o que o Espírito Santo me dá. o Espírito Santo é irresistível, viciante. Ele nos trata com tanto cuidado, que mais parece mimo. Sua paixão pela humanidade me fascina, eu sou louco por Ele. Meu corpo mortal tem prazer na presença dEle. Eu tenho vontade de me declarar pra Ele o tempo todo. Ele é apaixonante, amigo, leal, companheiro, bom ouvinte, forte, pacífico, fofo, corajoso, paciente e bondoso.

Mas o Pai sempre me intrigou.

Talvez, por minha mente humana ser tão limitada, a imagem de pai que eu pessoalmente tenho, não é de alguém acessível e agradável.

Talvez você como eu tenha imaginado o Pai como alguém severo, sério, sempre aborrecido, impaciente, malvado, sem um sorriso no rosto, e sem tempo pros nossos problemas. Eu nunca falei isso tão declaradamente, mas sempre o evitei por causa disso. Eu tinha medo dEle. Mas a bíblia não se refere a Deus desta forma. Logo me dei conta de que eu não conhecia a bíblia. O Pai não é ruim. Se amamos a Jesus, devemos amá-lo. Pois Jesus disse que quem o vê, vê ao Pai (Jo. 14:9). Mas algo me impedia de vê-lo.

Um Deus cruel e sisudo não criaria um mundo com flores e borboletas. Não nos presentearia com o canto das aves. Não deixaria ao nosso dispor cachoeiras estonteantes e mares de tirar o fôlego. Não faria o pôr-do-sol ser tão cuidadosamente perfeito. Não criaria o engraçado ornitorrinco. Um Deus sem tempo não pensaria na cor das árvores, na luz e sua intensidade, na distância exata do sol para a Terra de modo que o sol nos aqueça sem nos consumir, não faria o mundo redondo, a gravidade, o som da gargalhada de um bebê, as estações do ano, o amor, a paixão, a sabedoria, saudade. Não pensaria nos detalhes que tornam nossa vida simplesmente memorável. Um Deus impaciente e cruel não nos daria tantas chances ao Povo de Israel no Egito (Nm. 14:20-38). Não cumpriria a promessa que fez a Abraão (Gn. 12:1-3). Não criaria o homem, sabendo que ele iria pecar contra seu criador (Gn. 3). Um Deus que não se importa não enviaria seu filho para morrer pelos pecados de um povo ingrato e desobediente. Deus é amor (1 Jo. 4:8)! Deus criou o homem porque já o amava mesmo antes de criá-lo. Deus, o Pai, deixa claro que seu amor é maior do que qualquer referência que temos de amor. "Ainda que uma mãe se esqueça do seu filho que ainda amamenta, todavia, eu não me esquecerei de Ti, diz o Senhor" (Parafraseando Is.49:15). Isso sim é amor!

Quando Deus criou o mundo, a biodiversidade, as cores, a luz, a água, os seres vivos, o oxigênio, o universo (Gn. 1), Ele prova sua criatividade e extrema simpatia. Deus deu o mundo ao homem, logo, tudo o que Ele criou foi para nos agradar, nos paparicar. Nisto, morre a falsa imagem de um Deus impessoal, sério, chato, distante.

Quando o homem peca, desobedece a Deus e se esconde dEle, Deus não os mata, mas, sim, costura uma roupa feita de pele de animal para que o homem cubra o corpo nu que lhe envergonhava (Gn. 3:1-21). Nisto se revela a paciência e a dedicação sem pressa de Deus por nós. Ele pára tudo por nossa causa. Nisto, morre a falsa imagem de um Deus impaciente e sem tempo para nós.

Quando Deus providencia a coluna de fogo à noite, para guiar e aquecer Israel, e a nuvem de dia, para também os guiar e fazer-lhes sombra no deserto, Deus nos prova seu cuidado com os detalhes que nos importa. Nisto, aniquila-se a imagem de um Deus chato, severo, malvado.

Quando Deus permite que coisas muito ruins aconteçam a José, Ester, Davi e Daniel, mas o exalta fazendo-os superar as adversidades e a dor, Ele nos mostra o quanto é confiável e seguro. Não há o que temer quando se confia nEle. Nisto, morre a imagem de um Deus que é cruel com seus filhos, que não se importa. Coisas ruins são apenas um sinal divino de que a história ainda não chegou ao seu final.

Quando a primavera chega trazendo consigo suas cores, seus perfumes, seus frutos, seus sabores, quando um arco-íris cruza o céu, quando uma criança sorri, ou um cão se mostra leal, nós vemos tão claramente um sorriso nos céus. Vemos que Deus se diverte com sua criação. Vemos um Deus criativo e feliz. Destruindo de uma vez por todas a ilusão de que Deus não sorri, não se alegra.

Quando Jesus abre mão de sua divindade, e vem a Terra como homem, criatura, pra ser humilhado e morto por pecados que não eram seus, nós podemos ver os dois lados de um Pai essencialmente amoroso e bom. Pois sabendo que Jesus não se perderia em sua difícil missão de salvar o homem, o Pai permite que Ele venha à Terra. Que more nove meses dentro da barriga de Maria. Permite que seu filho-Deus, Jesus, atravesse o órgão reprodutor de Maria para nascer, crescer, aprender, ser educado, ser dependente e obediente aos pais, talvez tomar umas palmadas, precisar que alguém limpe o seu bumbum, sentir dor, dor de barriga, ter soluço, suar, sentir sede, ser tentado, ser rejeitado, fazer amigos, cativar pessoas, curar, limpar, estabelecer a ordem, salvar, amar, ser amado, cuidar, ser traído, preso, açoitado, ter pedaços de sua pele arrancados, cuspido, crucificado entre bandidos no lugar de outro bandido que acaba solto em seu lugar, abandonado, terrivelmente abandonado. Oh! Senhor. Quanta dor. O Pai permitiu que seu único filho passasse por tudo isso, por amar apaixonadamente a você, a mim. Ele nos deu um novo sentido para a palavra pai. Ele nos ensinou um nível muito mais alto de amor, compaixão, zelo, de todo bom sentimento, quando decidiu ver a dor de enfrentar seu único filho que dividia eternidade com Ele e o Espírito Santo nos céus, ser encarnado, humilhado e morto, só para que nós, sua criação, pudéssemos ser salvos do inferno, e ter livre acesso a Ele. A história podia ter sido simplesmente apagada, e nós nunca saberíamos. Mas ele já nos amava. E prefiriu a dor de ver seu filho humilhado e morto, do que a dor de nos ver eternamente condenados. O preço foi muito alto. Caro demais. Já não bastava o sangue de Deus em nós, agora tivemos seu próprio sangue, sua própria vida. Isto é o verdadeiro amor! Este é o verdadeiro Pai:

-Amável, amigo, amoroso, zeloso, divertido, prestativo, disponível, disponível e extremamente acessível.

Não permita que sua vida passe sem que você conheça intimamente o Pai, o filho e o Espírito Santo.

Não permita que a religião roube de você a revelação do amor de Deus (criando em sua mente uma falsa imagem de um Deus que somente vai te amar se você fizer o que é certo 24h por dia. Ninguém consegue isso, e Deus não te ama por causa do que você faz ou deixa de fazer. Ele simplesmente escolheu te amar), pois Ele pagou um preço muito caro para que você tivesse a chance de escolher conhecê-lo.

Não deixe o mundo molde a sua percepção de quem Deus é.

Conheça-o!

Busque-o!

Ouça-o!

Viva por Ele, pra Ele, dEle.

Porque dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas (tudo o que existe, todos os seres viventes, todo o som de que se tem notícia, todo o estímulo visual, tudo, absolutamente tudo). A Ele seja a glória para Sempre! A ele seja toda a dedicação do nosso amor! A Ele! Somente a Ele!

Amém.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Uma carta ao meu Melhor Amigo...



Espírito Santo, meu mais doce, mais amável, mais compreensivo e desejado amigo...

... há um bom tempo eu queria te escrever uma carta, eu nunca te escrevi uma antes. Decidi que de hoje não passaria. Ainda que outros compromissos precisassem ser adiados.

Desde o dia em que eu verdadeiramente te conheci, percebi o que é a vida realmente. Viver é algo muito maior do que a experiencia de sobreviver a este mundo tão complicado, maldoso e perigoso. Viver é algo que só pode ser real, quando o Senhor está dentro da própria vida. Pois uma vida sem ti não é nada além de morte. Engraçado... Eu nasci quando te encontrei. E desde então tenho plena certeza de quem eu sou. Eu sou teu. Eu sou o que o Senhor quiser refletir em mim. Não há mais morte em minha "vida", pois agora, o Senhor vive em mim.
E não apenas vive como eu achava que vivia antigamente. Pois o Senhor sabe, eu achava que já era crente demais, quase um santo. Um vaso de luxo para a excelência do poder. Quanta ilusão né?

Sua amizade me fez entender a vida. Me fez entender o que é amar, o que é ser amigo, o que é ser servo, o que é ser filho. E nisso, venho sendo transformado de acordo com a sua perfeita e forte vontade. Percebi que sou apenas um vaso de barro, imperfeito, sem valor por si só. Meu valor está na assinatura do meu oleiro. Descobri que tenho um enorme valor, por ter sido feito pelas suas próprias mãos.

Ah! As suas mãos... Em alguns dias suas mãos me moldam de forma tão intensa que no final do dia, penso que não vou suportar. Pressões de dentro para fora me mostram o que realmente importa. O Senhor me molda de dentro para fora. Suas mãos por tantas vezes, quando eu me torno rebelde, precisa me quebrar, me amassar, para então, me fazer de novo. E como dói este processo. Dói recomeçar, dói reconhecer minhas falhas, dói ter lutar conscientemente contra as rachaduras deste vaso que eu sou. Dói insanamente perceber que eu preciso ser quebrado mais uma vez. Seus dedos perfuram meu ser, e retiram imperfeições, cacos de pecado, pedrinhas que podem atrapalhar meu futuro em ti. Seus dedos vasculham minha alma em busca de algo que possa macular sua obra. Seus dedos por tantas vezes me fazem chorar. Choro porque prefiro a dor. A dor do tratamento é confortante, a dor do pecado é mortal. De uma forma terrível, misteriosa e encantadora, a dor que o Senhor me causa me traz a esperança do que pode vir a seguir. Como o processo de cozinhamento do bucho, é horrível no começo, fede, incomoda, mas depois fica tão gostoso. Ou como o grão, que precisa morrer para que brote uma nova planta. Dói mais tem a esperança do futuro.

Mas suas mãos também me curam. Como o oleiro que aplica a barrela nas rachaduras do vaso, o Senhor por tantas vezes derrama teu bálsamo de cura em mim. Por tantas vezes, desde que ficamos amigos, vi seu abraço reanimar minha alma abatida. É chato demais ser um simples humano falho e tendencioso ao pecado... Quando eu estou mais forte e firme em ti, vacilo e te faço chorar. A dor de ver a tristeza em Seu olhar é pior que a morte. Imediatamente meu coração se arrepende, minha alma se perturba dentro de mim, meu corpo inteiro estremece em busca do Seu infinito amor, do seu precioso perdão, e não é que o Senhor me perdoa? Existe algo no meu coração arrependido que atrái a sua compaixão por mim. De amigo ferido, o Senhor se torna amigo perdoador. E seu perdão não é como o meu. Definitivamente não. Porque eu quando perdôo fico com aquela mágoa no coração por um bom tempo até que sua cura me restaure (até quando eu preciso tomar uma atitude, quem age na verdade é o Senhor... ai ai.. vantagens de ser amigo do meu querido DEUS), mas o Senhor? Caraca, o Senhor perdoa e nunca mais se lembra. Nunca vi o Senhor jogar meu pecado do passado na minha cara. Nunca fez eu me sentir culpado por algo que já te pedi perdão. Nunca me fez relembrar minhas próprios imundicies. NUNCA. NUNCA. NUNCA. O Senhor é gentil demais. E taí uma coisa que eu quero ter parecida contigo, sua gentileza. Sempre tão educado, tão pronto, tão disposto. Senhor! O que eu fiz para merecer sua amizade? Seu toque de amor restaura a mais profunda mazela. Seu abraço curou traumas que eu carregava desde minha infância. Coisas que eu pensava ser impossível de ver a cura, o Senhor simples como o vento, veio e curou. Assim, do nada. Suas mãos até me machucam no processo, mas me fazem muito mais feliz do que outra coisa.

Eu gosto tanto quando páro tudo pra estar contigo... Pô! É muito maneiro, o Senhor me diverte, me faz carinho, me surpreende. Tão lindo. Tudo que o Senhor faz por mim é carinhoso. Como no dia do Congresso quando o Senhor me disse que tinha prazer em minha presença, que esperava ansioso pelo momento em que eu falaria contigo, coisa que eu deveria te dizer. E ainda assim tive a coragem de te pedir um abraço, eu tava tão carente de Ti. E o Senhor me abraçou, e ainda mandou o pequeno Gabriel, filho dos meus amigos de Santa Catarina, mandou ele sentar comigo e me fazer carinho... Foi tão especial. Tão sublime. Tão doce. Suave como só o Senhor sabe ser suave. Não pelo carinho ingênuo de uma criança, mas pelo seu paparico. O Senhor me paparica demais, faz de mim um filho saudávelmente mimado. Caprichos do meu amigo. O Senhor é o meu melhor amigo. Espero estar demonstrando isso pra Ti nos últimos tempos. Nenhuma presença é tão esperada, nenhuma voz tão aguardada, nenhum abraço tão valioso. Tenho me tornado um viciado por sua presença. Um mísero dia longe de ti e eu já fico logo atordoado, cansado, chateado. Em Ti encontro descanso. Em ti minha alma tem VIDA. Vida de verdade. Vida viva.

Tu és a minha vida. Tu és a inspiração de cada canção que eu canto. Canto todas elas pra te agradar. Cantarei eternamente até que o Senhor me leve pra Ti. Aguardo ansioso pelo dia em que te verei e te beijarei pessoalmente. Te amo mais do que desejo respirar. Te amo mais do que preciso de oxigenação no meu corpo. Te amo mais do que a necessidade de existir. Eu te amo. E isso é tudo o que há em mim, meu imenso amor por Ti, meu amado melhor amigo, meu adorado Espírito Santo.

Beijos do seu amigo que tanto te ama.
Seu filho. Somentente seu. Seu amigo. Completamente seu.

sábado, 3 de abril de 2010

XI Congresso Internacional de Louvor e Adoração Diante do Trono

DEUS ME AMA
"A doçura do Teu olhar, a doçura do Teu falar, amoleceu a dureza do meu coração..." (Ludmila Ferber)


Jesus, obrigado por ter mudado a minha vida CONTIGO hoje. Obrigado por me conduzir até a Casa do Oleiro, em Lagoinha, BH.

Sabe, quando cheguei na Lagoinha esse ano, COMPLETAMENTE SOZINHO, percebi que Deus havia preparado esta "solidão"... Era algo entre Ele e eu. E os cultos foram passando, as ministrações se intensificando... Soubemos do plano do Oleiro pela Ana, vimos nossas falhas pelo Gustavo Reconhecemos nossa vida interior, nossa vida que ninguém vê, pela HELENA. Entramos na Roda do Oleiro qnd Ele, através dEle, nos quebrou. Vimos o Senhor arrancar nossas pedrinhas, fomos perdoados, e o pecado ja não fez mais barulho em nós, através da Ezenete. No dia seguinte, Ludmila Ferber nos deu a dica: ESTAR NA CASA DO OLEIRO DÓI, MAS A DOR TEM UM FINAL. NÃO DESISTA, NÃO PARE, AGUENTA FIRME!!! Daí veio a Nivea Soares e me proporcionou o melhor dia da minha vida com Deus. FOMOS CHEIOS DA GLÓRIA DE DEUS. Aprendemos que devemos estar com Ele, por Ele, não por nós mesmos. Devemos adorá-lo por prazer, por amor, não por querer que Ele nos veja adorando.

As vezes estamos tão estressados, tão aborrecidos com o ministério, com a vida, com as pessoas, esquecemos que também somos pessoas... pq? Pq não nos enchemos diariamente de Deus. Ele é o nosso descanso. Nossas férias diárias diante do Senhor. Nossa razão de existir, nosso ar! Ele oferece descanso para nossa vida atribulada, corrida, estressante... Mas simplesmente rejeitamos... Ahhh perdoe-nos Senhor! E Ele nos perdoa, nos convida a conhecê-lo, a descobrir o prazer da entrada VIP em sua presença, em seu Reino. Ah que glória. Deus, o criador de tudo, nos proporcionando MAIS DELE MESMO. Como eu fui cheio nesta tarde. Algo queimou em meu interior e marcou-me. Eu preciso adorar a Deus pelo prazer de adorá-lo. Preciso desejar sua presença. Amar a presença de Deus assim como ele ama a minha. Ah que precioso. O criador do universo AMA A MINHA PRESENÇA. TEM FOME DE MIM. Mas as vezes nos limitamos muito sabe? O pecado, a dor, as mazelas de toda uma vida tiram as nossas poucas forças, e não conseguimos ir. Não seguimos a Jesus, permanecemos estagnados na tristeza de nossas vidas sem fundamento. Até que decidimos ser perdoados, e nos perdoamos. HÁ CURA ONDE HÁ O PERDÃO. Deus leva na Cruz a nossa dor, Ele sabe o que é padecer, é homem de dores. Ele cuida disso por nós, pois não somos fortes o bastante. E começamos a ser cheios... cheios... até que somos lembrados de uma preciosa e inigualável promessa:

-Se pedirmos a Jesus, crendo em nossos corações, Ele nos dará o Batismo com o Espírito Santo, com a evidência de falar em línguas.

Isso só acontece quando estamos completamente entregues e dependentes. Sem ansiedade, sem querer que Deus nos veja, sem querer que Deus ouça, sem querer que Deus nos olhe e faça o que nosso interior tão ferido e necessita. Não... não precisamos ficar ansiosos por estas coisas. Se até os pardais se vestem melhor do que Salomão em toda sua Glória.. imaginem nós, a coroa da criação de Deus. Devemos estar entregues, dependentes como crianças que ainda precisam mamar para sobreviver. Entregues e confiantes, nas mãos do oleiro. Um bebê não pede nada a sua mãe. Um vaso não fica ansioso por ter a forma que deseja. Nós tbm não devemos ficar ansiosos pela transformação que necessitamos.. Ela será consequencia da vida que temos ou teremos com Deus. E nesta tarde, esta tranformação ocorreu em mim. Dores tão profundas foram arrancadas de minha alma, quando eu me aquietei. E quando me dei conta, estava clamando em línguas estranhas, eu já nem conseguia falar português... Coisas do Eterno. E saí dali cheio, cheio do Meu amado salvador. REPLETO DE SUA GLÓRIA, GRAÇA E PODER.

Ainda tive a chance de dar meu testemunho pra Nivea Soares, e me senti tão amado e honrado por ela. Eu seguirei em santidade viu Nivea?
Quando chega a noite, encerramento do Congresso... Somos impactados por uma cerimônia de lava-pés. Sim, 6.000 pessoas lavando os pés, 6.000 congressitas ungidos e cheios de Deus, lavando os pés uns dos outros. Algo que marcou minha existencia para sempre. A coisa mais linda!
Já transbordantes das experiencias com o Senhor, fomos ainda mais surpreendidos pelo Senhor, com um clamor sobre o Brasil e as naçõe, representantes de cada local estavam lá na frente, todos tiveram seus pés lavados, profetizando sobre seu estado ou nação.
Daí cada nação orou em sua língua original, e nós, Brasil, os honramos e profetizamos com gratidão por todo investimento espiritual em nós. Na oração do pastor da alemanha, chorei quando ele, tão emocionado, e tão profundamente tocado, disse em lágrimas:
"Senhor, meu país quis um dia dominar o mundo que é Teu. E hoje, nos honram, lavam os nossos pés... como agradecer Senhor?" Isso em alemão.
Até que gritou em português: SEJA BEM VINDO NA EUROPA SENHOR JESUS!

Profeticamente repetimos essas palavras, pois foram eles, os europeus e norte-americanos que nos evangelizaram. Fomos gratos a eles. LINDO! Então, oramos pela África, representada por uma irmã. Como o Senhor nos tocou por causa de toda a dor que o Brasil causou a este povo. Históricamente nós, Brasil, fomos um dos maiores traficantes de seres humanos na áfrica. Os tratamos como animais selvagens. PERDÃO SENHOR! Até hoje este povo sofre por sua raça, sua cor, sua cor tão linda. Eles serão restaurados, tratados como principes e princesas que são. Foi simplesmente lindo.
Então, oramos pelo Brasil, e cada estado, junto conosco OS 6.000 congressistas, deu um brado de vitória por seu estado. Que coisa tremenda. "ELE VIRÁ

RESTAURANDO A NOSSA TERRA"!

E pouco depois, o Pr. Gustavo ministrou a santa ceia. Tivemos um precioso momento de comunhão. Pude ser grato ao Jean. O fotógrafo que tocou minha alma tão profundamente com sua humildade e prestatibilidade ao me ajudar com minha câmera. E por se preocupar. Todos os dias ele dava um jeito de eu não me sentir sozinho na Lagoinha. E isso terá um valor eterno para mim. Gente q se importa com gente!

Agora acabou. Encerrou... E eu tenho certeza que podia ter vivido mais experiencias. Mas carrego em mim a certeza de que sei o caminho do quebrantamento.

Agora mesmo, neste quarto de hotel, vou buscar ao meu AMADO SENHOR. Pois já estou com saudades do seu toque tão amoroso. "a doçura do seu olha, seu falar, amoleceu a dureza do meu coração"...

Obrigado Senhor, meu amado, meu delicioso Senhor. Nada poderia ter sido melhor do que estar aqui, no centro da tua vontade. Não permita Deus, que eu perca um só dia. Não existe vida em mim, qnd não estou contigo. E enqnt eu respirar, EU QUERO VIVER EM TI! Eu te desejo mais do que tudo. Nada se compara a Ti.

Eu passaria a vida falando disso... Estar na casa do oleiro. Parecia tão bobo pra mim.. Tão normal, arroz c/ feijão. Mas que nada... É dificil, é questão de escolha. Deus nos convida a descer a casa do oleiro.. Mas lá dói.. AI... O senhor nos quebra, nos amassa, nos coloca de molho, enfia o dedo na gente e arranca as pedrinhas, faz doooeerrrr. Ontem eu tava me sentindo tão dolorido la, que não sabia se Deus gostava de mim... foi mto dificil ver Deus me confrontar assim, e de repente, hoje, me vi um vaso novo.. que foi cheio do espírito santo. Um tesouro num vaso de barro! O meu bem mais preciso, num vaso de barro que sou eu mesmo. Para que a glória seja de Deus. Hoje a Nivea Soares ministrou que precisamos beber de Deus, levá-lo a sério mesmo. Oferecer sacrificios de louvor, amar a Ele, não por obrigação, como um trabalho remunerado onde eu adoro e Ele abençoa... Não... mas como um filho que nem sabe se expressar que só quer agradar o pai. Como um cachorrinho que recebe seu dono qnd ele chega. amor puro, amor sincero, sem egoísmo, sem ficar de olho no DEUS TODO PODEROSO.. não.. amor pelo Pai que tem sede pela SUA presença, olha que louco... Deus, DEEEUUSSS ele tem fome por nossa presença, ele ama nossa companhia. e nós? Falo por mim.. eu lia a biblia com peso... com aquele sentimento de ACABA LOGO.. enquanto ele ansiava por passar tempo ao meu lado. Que triste, que dor me causou isso... Foi triste ver Deus em tantos momentos frustrado e triste por que eu não o quis. Chega num ponto, que você quer tanto a Ele, que vc aproveita todas as chances de adorá-lo... é culto? EU VOU... EU QUERO MAIS. È oração? Eu quero receber de Deus através da unção daquele irmão.. Eu quero eu quero mais de Deus, foi pra isso que nós fomos feitos.. para estar colados em Jesus, conectados diretamente a Ele. Porque Ele nos quer. Ele nos ama. é tremendo... eu to na igreja desde 8 da manhã... cheguei no hotel agora 0:00h e não consigo parar de pensar nisso... DEUS ME AMA.

DEUS ME AMA. DEUS ME AMA.

quarta-feira, 31 de março de 2010


Coisas em que eu acredito:

  • Existe um Deus no céu! Um Deus totalmente poderoso, completamente sábio, onipresente, oniciente, onipotente. Um Deus que poderia me exterminar da face da Terra e me lançar nas profundezas do inferno, porque eu geralmente peco e profano seu santo nome. Mas este Deus tão poderoso é ainda mais amoroso. Ele me ama. Ah! Como ele me ama. Ele não me matou. Pelo contrário, se entregou à morte para que eu tivesse vida! Nisso eu firmo minha existencia.
  • Minha família me ama. Por anos o diabo me disse o contrário, e eu infelizmente acreditei. Mas agora não. Eu sei que eles me amam. E eu os amo acima de qualquer outra pessoa neste planeta. Sou feliz por eles.
  • Igreja não salva, não traz vida, não está acima da minha família nem amigos. A igreja é somente o local onde me reuno com meus irmãos para adorar.
  • Pessoas são mais importante que coisas. Momentos com pessoas amadas são momentos eternos.
  • Eu não estou sozinho. DEUS ESTÁ COMIGO. E se eu precisar de um ombro humano, Ele envia. A menos que Ele use a solidão para falar particularmente comigo. Amo isso.
  • Eu não vou ter sucesso se meu alvo for a FAMA. O sucesso que Deus reservou para mim tem a ver com "TODA A GLÓRIA PARA ELE".
  • Deus me libertou da morte. Do pecado. Da infelicidade. Serei eternamente grato.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O GIGANTE QUE EU VENCI - Parte 1 - Quando eu era criança... I - O começo de tudo

O GIGANTE QUE EU VENCI
Parte 1 - Quando eu era criança...
I. O começo de tudo

Quando eu era pequeno, por volta de 04 ou 05 anos, eu era uma criança muito diferente das outras.
Meu pai trabalhava o dia inteiro, então fui educado por mulheres. Eu nunca pude brincar na rua, logo, meus amigos eram todos mais velhos que eu, e as crianças com quem eu podia brincar, da minha própria família, eram todas mais velhas do que eu. Eu me sentia um adulto.

Mas apesar de ter sido uma criança com mente de adulto, eu era apenas uma criança. Frágil como todas as crianças são frágeis, inseguro como todas as crianças são inseguras, carente de atenção e amor, como todas as crianças são carentes de atenção e amor.

Não posso, e nem quero, em momento algum, culpar mais pais pela vida que vivi e que pretendo relatar aqui. Mas preciso citá-los em alguns momentos, como pessoas importantes para que as coisas tivesses acontecido da forma como aconteceram.

Como disse, meu pai sempre trabalhou muito, como foi pai muito jovem, se desdobrou para dar a minha irmã e a mim, tudo o que ele pudesse nos oferecer de melhor. E assim ele fez. Sempre tivemos tudo o que queríamos. Sempre fomos as crianças que compravam mais balas, que gastavam mais dinheiro na merenda, que tinham todos os produtos licensiados da Xuxa. Éramos paparicados. Meu pai possuia uma boa vida financeira, e enquanto isso durou, nós aproveitamos bastante. Mas não tínhamos a presença constante do nosso pai em casa. Eu como o único filho homem, não tive o privilégio de aprender com o meu pai o comportamento de um homem. Cresci muito bem educado pela minha mãe, também muito jovem, aos 19 anos já era mãe de duas crianças, e cercado pela minha irmã, tias, avó materna, primas, etc. Cresci respirando a vida feminina, entendendo a mente feminina.

Por ser uma criança metida a adulta, eu tinha questionamentos não muito comuns à crianças da minha idade. E um deles marca o início do maior problema que eu enfrentei em minha vida até hoje, a depressão.

Eu, sempre muito apaixonado por fotos, olhava quase todos os dias, as mesmas fotos dos muitos álbuns que minha família tem até hoje. E sempre que via essas fotos eu percebia que meu pai tirara muitas fotos com minha irmã assim que ela nasceu (ela nasceu 03 anos antes de mim), e que na ocasião do meu nascimento, meu pai não tinha nem a metade de fotos me segurando em seus braços. Meu pai era meu grande herói, era o homem mais corajoso, o mais forte, o mais destemido, ele era meu gigante. E apesar da pouca idade, eu sofria ao perceber que não tinha muitas fotos com meu pai me segurando em seu colo, como minha irmã tinha.

É claro que isso não me fazia chorar, pensar e repensar amargamente como uma crise depressiva. Mas isso fazia com que eu me sentisse inferior, menos amado. E, mesmo que eu não soubesse definir em palavras o que eu sentia naquela época, era isso que eu sentia. Nascia em mim uma pequena raiz chamada REJEIÇÃO.

Quando eu ia brincar com minha irmã e nossos primos, eu era sempre tratado como um bebezinho, ou como quem não saberia participar da brincadeira, ou como o bobo da brincadeira. Isso me irritava muito, e como eu não tinha coragem de comprar briga com eles, eu chorava. Eu guardava aquele sentimento que me diminuia e esperava ansiosamente a chegada da minha avó materna, pois ela me tratava como se eu fosse um verdadeiro príncipe. Ao menor sinal de sua chegada, eu já me animava, e fazia-lhe uma lista das coisas ruins que eu havia sofrido quando ela não estava por perto. Não lembro direito o porque disso, mas me sentia seguro quando falava pra ela sobre as coisas que me incomodavam. Eu tinha grandes problemas, problemas sérios e difíceis de resolver, para uma criança de 04 anos. problemas como o primo que não quis emprestar o brinquedo, a irmã que me chamou de bobo, a tia quase da mesma idade que me beliscou, enfim, uma gama de problemas absurdamente pesados para a mente de uma pequena criança. Mas não para o coração de uma avó. E ela magicamente fazia eu me sentir melhor.

Quando páro para lembrar desta fase da minha infancia, me lembro de ter sido uma criança que se entristecia com muita facilidade. Talvez pelo fato de não conviver com outras crianças fora da escola, ou por ser rodeado por adultos, ou por uma pré-disposição genética, ou espiritual, não sei. O fato é que eu tinha muita facilidade para sentir-me triste.

Numa ocasião, uma de minhas tias me pediu algo emprestado, não lembro ao certo o que era, mas eu neguei. Lembro perfeitamente da situação. Quando eu lhe disse não, ela respondeu dizendo que ficaria de mal comigo. E esta foi a pior noite dos meus eternos 04 anos de idade. Eu chorei com uma dor tão profunda em meu coração, que isso nunca saiu da minha lembrança. Eu amava tanto esta minha tia, que mal conseguia imaginar minha vida prosseguindo caso ela ficasse de mal comigo. Este era um enorme problema pra mim, eu não tinha amigos, era extremamente apegado a minha família, qualquer indício de problema com eles me doía na alma, na minha alma de criança.

Por conta desta crise de choro, fiquei dias chorando sem ter um motivo. No dia seguinte minha tia já estava de bem comigo, como se nada tivesse acontecido, mas de alguma forma, aquilo mexeu com meu coraçãozinho. Por muitas vezes minha irmã, ou outra pessoa qualquer, vinha perguntar-me por que eu estava chorando, porque eu fazia isso com frequência, eu parava num canto, e do nada, absolutamente do nada, eu começava a chorar. E quando me questionavam o motivo, eu não sabia dizer, somente coçava meus pequenos olhos de menino e respondia com a voz embargada: -Não sei... tô com uma vontade de chorar. E desabava em lágrimas. Até que aquela vontade intensa e sincera passasse, e eu voltasse a agir normal. Na maioria das vezes eu me escondia para chorar, talvez por isso minha mãe nunca tenha percebido.

Fora essa tristeza que me atacava, eu sempre fui muito medroso. Tinha medo de animais, de monstros, de pessoas, de espíritos. Na minha festa de aniversário de quatro anos, o padrinho da minha irmã resolveu me fazer uma surpresa. Apareceu no meio da festa fantasiado de coelho. Com toda a boa intenção de um grande amigo da família, ele chegou certo de que me alegraria infinitamente, se apresentando como um coelho gigante. Mas não foi isso que aconteceu. Ao chegar no quintal e ver aquele monstro de orelhas gigantescas e pontudas, chorei e gritei desesperadamente, até que alguém me segurasse no colo e conseguisse me acalmar. Quando ele arrancou a cabeça da fantasia para me tranquilizar e mostrar que ele não era um inimigo, eu percebi que era apenas o padrinho da minha irmã. Quem olha as fotos daquela festa, hoje em dia, se questiona porque estou tão apavorado no colo do bondoso coelhinho. Mas mal sabem que eu ainda estava desconfiado daquele animal gigante que invadiu minha festa dos Trapalhões. Uma pena que não filmaram este momento. Eu adoraria mostrar esta cena para meus filhos no futuro.

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