quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Eternidade Passou Para Minha Melhor Amiga


Difícil falar algo quando se perde alguém amado. Mas eu vou me esforçar, pois ela sempre mereceu isso.

Quando eu tinha aproximadamente 11 anos, minha mãe chegou da loja de material de construções que a gente tinha toda animada, me contando:
-Paulo! Você precisa ver a cachorrinha que apareceu lá na loja. Desse tamaninho Paulo (indicando com os dedos algo aproximado a uma mão adulta), mas olha, ela é braba viu? A gente chegou pra abrir a loja tava aquele tiquinho de cachorro latindo que nem um cachorrão guardando a loja, querendo impedir a gente de entrar. Tadinha, tão magrinha, é um bebê ainda, não sei como tiveram coragem de abandonar ela no lixo assim. Agora já viu né, vou acabar cuidando dela.
Eu não aguentei de curiosidade, no dia seguinte peguei um ônibus e fui até a loja conhecer a nova guardiã do pedaço. Realmente, um tiquinho de cachorro, toda afetada por uma doença de pele que lhe arrancou todos os pêlos, magra, couro e osso. Feia coitada, muito pequenininha e feia.
Minha mãe me perguntou o que eu e minha irmã achávamos de levar ela pra nossa casa, pra cuidar melhor dela.
Eu confesso que fiquei meio receoso, pois tinhamos na época uma Beagle chamada Bela, desde que chegou em nossa casa nunca teve contato com outro animal, tive medo dela abocanhar a pequenininha. Mas minha irmã e minha mãe decidiram e eu concordei, "vamos levá-la pra casa".
-Ela precisa de um nome - Disse minha mãe.
-Feia - Eu respondi.
-Mas Feia? Tadinha... Retrucou minha mãe.
-Mas quando ela ficar bonita vai ser carinhoso... deixa vai. Insisti.
-Tudo bem, o nome dela vai ser Feia, até porque a bichinha é feia viu. Concluiu minha mãe.
Levamos ela pra casa e pra nossa surpresa, a Bela ao invés de estranhar a nova companheira de quintal, ficou apavorada e evitava a filhotinha como diabo evita a cruz. kkkkkkkkkkk Era muito engraçado. Mas com o passar dos dias, elas foram se adaptando uma a outra, e eu não preciso dizer que era louco pelas duas né? Pois o tempo passou, as duas cresceram, a Feia se tornou uma linda vira-lata de pêlo amarelo, loirinha. A Bela com suas longas orelhas era a coisa mais fofa do mundo. Até que as duas ficaram mocinhas... ahahaha... entraram no cio. E um cachorro muito do vadio pulou nosso muro e pegou a Feia. A Bela, não lembro porque, não cruzou. Mas a Feia sim. E como era de se esperar, minha jovem cachorra virou mãe. Ah que belo momento, eu fiquei feliz, os filhotinhos dela era puros vira-latas.
Mas o tempo como sempre, passou. E chegou a hora de dar os filhotinhos, pois não poderíamos criar todos eles, estávamos começando a passar uma fase financeira muito difícil lá em casa. Meus pais deram os filhotes. E a Feia ficou inconsolável por dias, no cantinho da area de serviço, onde era seu ninho. E eu fiquei lá com ela. Todo tempo livre que eu tinha, eu ia pra lá acompanhar seu luto, sua tristeza. Acho que ali nasceu nossa amizade, ela percebeu que eu sofria por ela, e eu tive certeza, ela seria leal a mim até o final.
Uma crise muito grande se estabeleceu em nossa casa, tivemos que devolver a casa na qual morávamos de aluguel, a loja faliu, precisamos ir morar de favor na casa da minha avó materna. E levamos junto a Bela e a Feia. Mas a casa era muito apertada pra novos moradores.. Já tinha minha vó e minha tia, agora mais 4 humanos e 2 cachorros... Ficou difícil, minha vó implicava muito com o fato delas fazerem cocô na varanda, os latidos pela madrugada, as brincadeiras com garrafa na hora de dormir, tudo incomodava. Então, minha mãe, numa decisão muito difícil resolveu dar a Bela para uma moça que ela havia conhecido. Só poderíamos criar uma. A Feia ficou. Ela era mais educada. Como eu sofri naqueles dias, como odiei minha avó por ter provocado aquilo. Chorei. Por dias, nós já havíamos perdido tudo. Casa, dinheiro, amigos, escola, igreja, eu morava de favor num lugar estranho, com pessoas difíceis de lidar, e ainda assim, perdi minha Belinha. Era uma dor forte demais pra um menino de 13 anos. E uma dor forte demais pra uma cachorrinha de 2. Mas então, a Feia consolou a minha irmã e a mim. Ela sentiu muito a ausencia da Bela, mas aguentou firme, e ficou do nosso lado apaixonadamente, até que pudéssemos sarar daquela dor.
Pouco tempo depois, as dívidas eram tão grandes, que meu pai acabou preso. Nosso fundo do poço era feito de areia movediça. A vida se encarregava de afundar mais a nossa força de viver. E adivinha quem vinha ao meu pescoço enquanto eu chorava escondido no final da escada... Sim, a Feia. Eu abraçava seu corpinho esbelto e chorava, tudo que eu tentava esconder dos outros, pois já sofriamos demais pra alguem ter q sofrer por minha causa. Só a Feia era forte o suficiente, na minha cabeça.
O tempo não parou, meus pais se separaram, e lá estava minha cachorrinha cuidando das minhas lágrimas e da minha irmã. As coisas melhoraram um pouco, conseguimos construir nossa própria casa, agora a Feia tinha seu próprio quintal, onde ninguém no mundo poderia reclamar das brincadeiras barulhentas dela, onde ela seria livre. E assim foi. Ela era feliz lá. Mas Deus estava cuidando de tudo, conseguimos comprar de volta uma casa na qual moramos quando eu tinha dos meus 3 aos 7 anos. E com a notícia da compra da casa, meus pais decidiram: PRECISAMOS DE MAIS UM CACHORRO, O QUINTAL LÁ É GRANDE DEMAIS PRA FEIA CUIDAR SOZINHA. Então, com a notícia de que a cachorra do meu tio Riston havia parido 14 filhotinhos, Dog Alemão da melhor qualidade, fomos lá escolher uma nova companheira para a Feia. Escolhemos a mais bagunceira, a maior, a mais agitada e linda entre todos os filhotes, a qual eu chamei de Phoebe. Por causa do seriado Friends. E com um mês, trouxemos a Phoebe pra casa. Ansiosos pela reação da Feia. Ahhh meu amigo, a Feia odiou a idéia de uma filhote atazanando seu juízo. Então, todos os dias fazíamos pequenos momentos de adaptação entre as duas madames. Até que finalmente, numa noite, deixamos as duas dormirem juntas lá fora. PRA QUÊ? A Feia se irritou com a infancia exagerada da Phoebe, mas meteu-lhe o cacete. kkkkkkk. Não pra machucar, mas pra ensinar. Então deixamos. E assim a Feia educou a Phoebe à sua maneira. Ela era a mãe da Phoebe, tudo que a Phoebe sabia na vida, foi a Feia que ensinou. Era muito bonitinho de ver.
Com os meses, finalmente mudamos de volta pra Sepetiba, nosso lar prometido por Deus. A Phoebe foi num carro com minha irmã, e a Feia foi comigo. A essa altura nós já eramos completamente apegados e apaixonados um pelo outro. Então, finalmente chegamos aqui em casa, soltamos as duas no quintal. Elas ficaram loucas com todo o espaço disponível pra elas, correram como nunca haviam corrido na vida, eu me emocionei. Até que a Feia, ingênua como só ela, foi andar na área da piscina, caminhou, subiu os degraus e foi em direção a beirada. Nós ficamos observando pra ver se ela ia parar ou continuar. Mas ela era bobinha demais, continuou andando, achando que a água tbm era feita de chão... kkkkkkk por pouco não foi a primeira cachorra a andar sobre as águas, uma filha de Jesus né? Mas ela afundou, e descobriu que sabia nadar, ficou pendurada na borda por pouco tempo pois logo corri pra socorrer. Ela ficou sem graça, disfarçou e saiu com toda sua pose de madame.
Dali pra frente, meus pais começaram a brigar muito. Por duas vezes chegaram a separar, por incontáveis vezes se agrediram, e entre a tensão de esconder cada objeto pontiagudo da casa com minha irmã (que eu amo mais do que tudo nessa vida), e a tristeza de não ter paz em casa, só me restava chorar. Eu ia pro quintal, sentava na beira da piscina, e chorava, com a Feia colocando sua cabeça no meu colo, e a Phoebe no meu ombro, até que eu parasse de chorar ou desabafar meus problemas. Elas não saiam enquanto eu não ficava bem.
E por anos isso se repetiu, todas as vezes em que eu precisei chorar, escondendo minha depressão, minhas dores. Elas sempre foram as únicas a saberem tudo sobre mim.
Mas o tempo passou... A Phoebe herdou uma doença na pele, de seus pais, e depois de muito tempo sofrendo, morreu lutando contra a morte que a assustou toda a madrugada. Aos 8 anos, minha princesinha morreu. E com ela morreu parte de mim. Só a Feia entendeu a dimensão daquela dor. E assim como eu, a Feia ficou deprimida. Não levantava mais, não comia. Nem mesmo o Marley, filhote que minha irmã havia comprado para levar quando casasse conseguiu animá-la. Algo precisava ser feito, levei minha loirinha à veterinária, e seguindo suas recomendações, mudei toda sua rotina, passeei com ela na rua, mudei seu canto de dormir, deixei ela passar mais tempo dentro de casa, enfim, me consolei enquanto cuidava da minha velhinha.
Ela superou bem a perda da sua filha gigante. Eu demorei, mas me curei daquela dor.
Passou o tempo, a Feia, já velha, foi demonstrando que estava ficando surda. Eu chamava seu nome, ela só ouvia se eu gritasse. Ela se assustava qnd eu chegava do nada. Tão linda.
Passamos os últimos 1 ano e meio juntos. Todos os dias eu percebia novos sinais de sua velhice, sua visão ja estava embaçando, seu corpinho havia mudado, estava bem de velhinha mesmo, surdinha. Mas continuava me olhando como me olhava lá atrás, quando eu tinha 11 anos.
As vezes eu corria no quintal só pra beijá-la. Era só eu fazer o bico q ela me beijava. Ela nunca foi esperta pra dar a patinha ou deitar seguindo comandos. Mas uma coisa nunca falhou, nosso beijinho. Ô MEU DEUS... Que saudades que eu vou sentir.
Minha companheira de churrasco, de segredos, de choro, de risadas, de lambidas, de beijinhos, de abraços.
Eu sabia que ela ia partir. Então, desde a morte da Phoebe, eu passei a dizer pra ela quase todos os dias o quanto eu a amava, eu chegava em casa todos os dias, e ela vinha, mesmo que com dificuldade as vezes por causa das dores da idade, ela vinha me receber, e eu agarrava sua cabecinha tão pequena, e beijava seu focinho, e por alguns instantes, o tempo parava, todos os dias. E eu sempre soube disso. Todas as noites eu olhava no quintal pra ver se ela estava bem. Ate a noite de ontem, ela estava lá.
Há 5 dias, no dia 15/4/2012, eu percebi que ela não levantava, e que estava deitada numa posição diferente da de costume, então ajudei ela a levantar como fazia as vezes. Mas suas patas traseiras estavam mortinhas. Eu me apavorei, gritei minha mãe e deitei ela novamente. Corri pro meu quarto e chorei diante de Deus. Implorei que ele não deixasse ela definhar daquela forma, implorei chorando tanto que ele ajudasse ela a levantar, mesmo que ela tivesse que morrer, que morresse sem sofrer. E milagrosamente, a Feia naquele mesmo dia voltou a andar, comeu, passeou o quintal inteiro, e deitou-se para dormir. No dia seguinte ela andou menos, mas ainda andou sozinha.
Na terça eu tava na faculdade de manhã, havia dormido na casa do meu amigo, senti uma vontade desesperadora de voltar pra casa pra cuidar dela. E assim o fiz. Ela ja tava mais fraquinha... Andou bem menos, quase não comeu e não bebeu. Passei a dar soro caseiro na seringa, e fiz de tudo q ela gostava pra ela comer.
Ontem, quarta-feira, eu acordei, fiz uma comidinha bem gostosa pra ela, ela se levantou, comeu e caiu. Não se levantou mais. Meu coração quase parou, estavamos apenas o Marley, a Feia e eu. O Marley, tadinho, que cachorro amoroso, colado na Feia o tempo todo cuidando dela, limpando a piriquita dela quando ela se mijava, animando ela qnd ela ficava mto triste, ele é um grande amigo. Mas aquele momento era somente meu e dela. Eu me deitei no chão do lado dela, fiquei olhando em seus olhos e comecei a dizer pra ela o quanto eu a amava. Ah Deus, como eu chorei ali. No meu coração, ouvi o Senhor me dizer: "você tem esse tempo pra se despedir dela do jeito que você sempre quis". E eu chorei, choreeei. Abracei ela, beijei ela, fiquei ali com ela e ela ali comigo. A minha princesinha, minha melhor amiga, minha mãe cachorra, ia morrer e eu não poderia fazer mais nada. Então, meus pais chegaram em casa, eu corri pra faculdade, e voltei imediatamente.
Eu tinha que dormir na casa do meu amigo novamente, pois hoje teria uma prova num horário mais cedo que o comum. Mas meu coração tinha plena certeza de que eu precisava voltar pra ficar com a Feia hoje.
Hoje eu acordei mais cedo, corri no quintal, lá estava ela, caída como se tivesse tentado andar mas não conseguiu.. Ofegante, olhando fixamente para o nada. Liguei pra minha mãe, ela ligou para a veterinária, e eu corri pra clínica. Não parei de chorar desde então.
Chegando lá, minha Feinha foi colocada num canil, e colocaram o soro nela. Alguns remedios foram dados pra amenizar a dor e a falta de ar. Mas ela não melhorava. Vez por outra ela se esticava inteira e puxava o ar com tanta dificuldade que eu sabia que estava chegando o fim. Abracei ela, e comecei a chorar muito, meu amorzinho ia morrer. Que dor. Que desespero. Na semana passada eu tirei uma foto com ela e prometi pra ela, que ficaria do lado dela até o ultimo minuto da vida dela. E assim eu fiz. Hoje lembrei a ela dessa promessa e lhe disse:
"Feinha, eu to aqui. Não precisa ter medo, vai tudo acabar. Eu vou morrer de saudades de você meu amorzinho. A vida sem você vai ser completamente diferente, mas eu sei que você precisa voltar pra Deus. Deixa ele te levar, e fica tranquila, eu vou ficar bem. Eu te amo muito, eu tive muita sorte de ser seu dono, seu amigo. Por mim você veria meus filhos, brincaria com eles, mas só a Mary teve essa sorte, então eu já to feliz. Obrigado por tudo Feia, por todas as vezes em que você esteve do meu lado. Pode ir meu amor."
E eu chorei... uma dor tão grande tomou conta do meu coração. Eu sabia que seria hoje.
Então, eu orei e falei pra Deus:
"Deus, quando a Phoebe morreu eu não reagi muito bem, mas agora vai ser diferente, pois o Senhor atendeu o meu pedido e tá deixando ela partir com dignidade. Sem dor, sem sofrimento, sem morrer aos poucos. Se for levar ela hoje Senhor, num deixa ela agonizar não, num deixa ela sofrer, num deixa ela ficar com medo. Pega e leva, ela é tua e eu to preparado pra te devolver. Já me disseram que no céu não tem cachorro, mas se existe um galardão, um prêmio ao servo fiel, eu te prometo ser fiel, e te peço que meu prêmio seja ter ela e a Phoebe de volta na eternidade. Abre uma excessão pra mim Senhor, por favor. Mas de qualquer forma, eu sei que o Senhor é bom, e que o Senhor está cuidado dela. Por favor Espírito Santo, me abrace bem forte quando acontecer, eu to com muito medo."
E assim fiquei ali, olhando pra ela, fazendo carinho no seu corpinho com tanta dificuldade pra respirar.
Mas do nada, ela melhorou um pouquinho, e eu senti no meu coração que eu deveria vir em casa almoçar, pois eu não comeria nada depois. E eu vim. Comi, e voltei.
Quando cheguei lá a médica queria conversar comigo, e veio dizendo que ela tava com falência dos rins, e que sendo bem sincera, ela não sabia se a Feia sobreviveria até amanhã, e então, ela me perguntou se eu já havia pensado na possibilidade da eutanásia para amenizar a dor e o sofrimento da minha princesinha.
Ahhhh, eu fiquei desesperado. Comecei a chorar muito, não podia fazer uma escolha daquelas. Eutanásia seria o mesmo que matá-la, não fazer isso, seria admitir sua dor e sofrimento. Meu Deus, como eu poderia fazer uma escolha daquelas, sozinho, sem meus pais, sem minha irmã. Então, decidimos ir olhar como ela estava. Eu cheguei chorando, a doutora não disse nada. Passei a mão nela, e chorei alto. A doutora disse que ela tava com muitas dores abdominais, que só de passar a mão ela sentia, e que a Feia estava agoniada por me ouvir e não conseguir reagir, e então perguntou novamente se eu queria decidir. Eu chorei mais e mais forte.
E então, a Feia me ouviu, olhou no fundo dos meus olhos, e se cagou. Imediatamente meu coração disparou, e foi então que ela me olhou fundo nos olhos novamente, podendo tocar a minha alma, respirou fundo, se esticou inteirinha, e lentamente relaxou, se entregando aos braços da morte.
A doutora começou a chorar e disse: "Ela só estava esperando você chegar. Aconteceu."
MEU DEEEEUUUUSSSSS... Ela morreu ali, esperou apenas pra se despedir de mim, e morreu.
Eu entrei em pânico, comecei a tremer, dei um beijinho em seu focinho pela ultima vez, e me incolhi no chão chorando muito. Tentaram me acalmar, mas em vão.
Pedi que a doutora avisasse a minha mãe, pois eu não tinha condições de falar. E ela o fez. Pouco tempo depois falei eu mesmo com minha mãe. Ah como eu queria ela ali comigo. Eu me senti tão sozinho. Pela primeira vez na vida, algo muito forte veio sobre mim e eu não tinha Feia do meu lado. Que dor. Que desespero. Que tristeza.
A eternidade passou para a minha melhor amiga. E infelizmente hoje, eu precisei me despedir da cachorra mais humana que eu já conheci nessa vida. Eu tenho muitos amigos, tenho uma família incrível, tenho um cachorro amável, mas a Feia vai me fazer muita falta. Éramos como um só. E agora, pra sempre, vou ter que aprender a viver sem um grande pedaço de mim.

2 comentários:

  1. Primo, fico impressionada de como vc tem o poder de se expressar. És um ser abençoado por Deus, por isso eu te amo tanto. Nossa, ri e chorei ao mesmo tempo. Go chorando até agora pois lembrei muito do puff. Sua história merecia ser contada num filme: belíssima, verdadeira e super emocionante!!!! Simplesmente te amo e peco a Deus que console seu coração. Vc e um ser iluminado e muito especial!!!!'

    ResponderExcluir
  2. Amigo, nesses momentos não temos o que falar, pois, nenhuma de nossas palavras irá amenizar sua dor, mas quero lhe dizer que eu te amo e se precisar de alguma coisa estou aqui. Li o texto todo, quase chorei. Emocionante demais. Te amo!
    Beijos Karen Freitas

    ResponderExcluir